domingo, 13 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"suspiros mortos que respiro vivendo"


Eu só quero ficar aqui. Parada.
Olhando a minha fragilidade desnuda.

Sentindo com a ponta dos dedos as texturas das lembranças.

Eu queria escrever uma ode

À todos os sentimentos falidos,

Ao hediondo prazo das loucuras,

À humanização dos atos eternamente nobres,

Ao desespero diante do fim previsível.

Desdobro-me em ânsias, em surtos de necessidade,

em verdades sem sentido. Pobres apoteoses medíocres.

Pobre pescador de viadutos.

"O que és, ser não-pensante?

Por que és tão melhor do que eu

que me afundo,

me perco

e me transbordo.”

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Angelicamente pendida, se fez botão.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Por L. e Jey


esse teu nome que não precedo por artigo,
não é por falta de valia ou por falta de carícia.
é porque teu nome é impronunciável na língua dos homens.
é sentimento cru, intraduzível.
teu nome sai da minha boca de forma impessoal,
mas percorreu todo o meu delírio pra se fazer possível.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Você aprendeu, minha doce criança, a aceitar as suas mãos. A aceitar que não é possível fazê-LOS entender essa imensidão a invadindo sorrateiramente. Aprendeu a se sentir tão desapegada de qualquer insano sentimento que poderia morrer a qualquer instante sem nenhum pesar, até mesmo sem sentir qualquer ideia de dor ou de êxtase. Mas ainda manteve as dúvidas, talvez justas, porque tudo que você transpõe em seus pensamentos nunca existira, mas você fez o possível, se ofereceu de um jeito até vulgar, mas sem se sentir como se o fizesse. E, de certa forma, ainda pairava a estranha sensação de calma. Não existia uma insatisfação ou necessidade que a impedisse de pensar ou de se permitir continuar, apenas uma vontade de voltar para aquele acalanto tão subitamente preenchível com a sua nudez.

domingo, 4 de setembro de 2011

Não adianta comprar linha e agulha



A menina cinza que carregava o arco-íris assobiando, encarou-me de um jeito brincalhão e mal humorado, parou, botou os braços na cintura, deixou as cores flutuando feito uma auréola encantada e gritou pra mim enfurecida:
- HEY, o mundo não tem costuras!