Calandra Intocável
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 13 de novembro de 2011
Dadá dada dáda dádá
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
"suspiros mortos que respiro vivendo"

Sentindo com a ponta dos dedos as texturas das lembranças.
Eu queria escrever uma ode
À todos os sentimentos falidos,
Ao hediondo prazo das loucuras,
À humanização dos atos eternamente nobres,
Ao desespero diante do fim previsível.
Desdobro-me em ânsias, em surtos de necessidade,
em verdades sem sentido. Pobres apoteoses medíocres.
Pobre pescador de viadutos.
"O que és, ser não-pensante?
Por que és tão melhor do que eu
que me afundo,
me perco
e me transbordo.”
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Você aprendeu, minha doce criança, a aceitar as suas mãos. A aceitar que não é possível fazê-LOS entender essa imensidão a invadindo sorrateiramente. Aprendeu a se sentir tão desapegada de qualquer insano sentimento que poderia morrer a qualquer instante sem nenhum pesar, até mesmo sem sentir qualquer ideia de dor ou de êxtase. Mas ainda manteve as dúvidas, talvez justas, porque tudo que você transpõe em seus pensamentos nunca existira, mas você fez o possível, se ofereceu de um jeito até vulgar, mas sem se sentir como se o fizesse. E, de certa forma, ainda pairava a estranha sensação de calma. Não existia uma insatisfação ou necessidade que a impedisse de pensar ou de se permitir continuar, apenas uma vontade de voltar para aquele acalanto tão subitamente preenchível com a sua nudez.


